A Operação Dinastia do Lago, deflagrada nesta quarta-feira (16) pela Polícia Federal em Coari e Manaus, ganhou destaque no noticiário nacional após ser exibida pelo Jornal Hoje, da TV Globo.
A operação investiga suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Por determinação judicial, o prefeito de Coari, Adail Pinheiro, foi afastado do cargo. Secretários municipais também foram afastados.
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 29 mandados de busca e apreensão. A investigação também envolve Adail Filho, deputado federal e filho do prefeito.
Segundo a PF, as apurações tiveram início após a apreensão de aproximadamente R$ 1,25 milhão em dinheiro vivo com empresários, em maio de 2025. A partir do material apreendido, os investigadores passaram a apurar possíveis relações entre empresários, agentes públicos e terceiros.
A operação ocorre durante o período eleitoral e coloca novamente a administração municipal de Coari no centro de uma investigação de grande repercussão. Adail Pinheiro mantém relação política com o senador Omar Aziz (PSD), candidato ao Governo do Amazonas, e os dois já participaram de agendas políticas juntos.
O caso também resgata o histórico de investigações envolvendo a família Pinheiro. Em 2008, a Polícia Federal deflagrou a Operação Vorax, que apurou suspeitas de desvio de recursos públicos em Coari e outros crimes.
Naquele período, Adail Pinheiro também foi investigado e posteriormente condenado por crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes. O caso teve ampla repercussão nacional e foi acompanhado pela imprensa ao longo dos anos.
Quase duas décadas depois, o nome do ex-prefeito volta ao noticiário nacional em razão de uma nova investigação, desta vez relacionada a suspeitas envolvendo contratos, recursos públicos e agentes ligados à administração de Coari.
A Operação Dinastia do Lago ainda está em andamento, e as suspeitas investigadas pela Polícia Federal deverão ser analisadas no decorrer do processo. A operação, por si só, não representa uma condenação dos investigados.



